Editora ercolano ltda brasil (18 Ergebnisse)

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  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2026

    6585960580 / 9786585960588

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    Softcover. Zustand: New. 1st Edition. New book, unread, in perfect condition. Text in Portuguese. Softcover, 96 pages, 15.2 x 11 x 0.5 cm, 170 g. Published by Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2026. 1st Edition. Resumo (em português): Redescoberta apà s mais de seis dà cadas, uma das novelas mais divertidas, inusitadas e originais da literatura brasileira. Um dos livros cult mais bem-guardados da literatura brasileira, O digno do homem (1957) retorna em formato de bolso pela Editora Ercolano e confirma Paulo Hecker Filho como um escritor capaz de provocar, divertir e desestabilizar com a mesma intensidade. A novela acompanha Justino, um homem convicto de que possuir "o maior do mundo" à condição para se tornar verdadeiramente digno de ser homem. A partir dessa premissa desconcertante, a narrativa mergulha numa masculinidade delirante e hilária, misturando estrelas de cinema, milionárias excêntricas, bispos ambÃguos e sociedades secretas dedicadas ao culto fálico. Com referências que vão de Sartre e Nietzsche a Freud e Camus, Paulo Hecker Filho transforma obsessão sexual e crÃtica social em uma sátira inusitada e original, irreverente e estranhamente contemporânea. No posfácio, o escritor e psicanalista Celso Gutfreind aponta a novela como uma antecipação de Philip Roth e seu complexo de Portnoy, ao retratar uma sociedade obcecada por desempenho e virilidade. Nascido no Rio Grande do Sul em 1926, Paulo Hecker Filho era conhecido como "o TerrÃvel Hecker" pela sua atividade como crÃtico literário, por isso, ganhou respeito de Drummond, Bandeira, Guimarães Rosa e Clarice Lispector. Se você gosta de leituras curtas, humor literário preciso, sátira social e ficção brasileira fora do à bvio, O digno do homem à o seu prà ximo livro.

  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2026

    6585960599 / 9786585960595

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    Softcover. Zustand: New. 1st Edition. New book, unread, in perfect condition. Text in Portuguese. Softcover, 144 pages, 19 x 13 x 2.2 cm, 250 g. Published by Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2026. 1st Edition. Pre-order title: publication date 27/07/2026. Resumo (em português): Um romance bà lico irreverente, absurdo e profundamente provocador. Publicado originalmente em 1982, A guerra das bichas, do argentino Raúl Damonte (Copi), chega ao Brasil pela primeira vez. Mais de quatro dà cadas apà s sua publicação original, o livro continua surpreendendo pela irreverência e pela capacidade de transformar o desconforto em humor. Vindos de terras brasileiras e com um plano de dominação intergalática, a travesti intersexo Conceà çâo do Mundà e o temerário boyceta Vinicià da Luná desembarcam na França. Antes de conquistar o mundo, porà m, precisam tomar de assalto a vie en rose da classe mà dia gay e branca parisiense. Entre discos voadores, amazonas em fúria e personagens extravagantes, Copi cria uma espà cie de Jornada nas estrelas queer, misturando ficção cientÃfica e sátira social. O resultado à um romance que utiliza o exagero e o nonsense para provocar o leitor, lançando mão de temas como a violência e a formação de estereà tipos. Partindo da ideia de que, diante da iminência do desastre, talvez a melhor resposta seja rir dos absurdos à nossa frente, A guerra das bichas transforma o fim do mundo em matà ria-prima para uma narrativa tão desconcertante quanto divertida. Se você procura uma ficção queer marcada pelo humor, pela capacidade criativa e pela irreverência, A guerra das bichas à uma excelente opção.

  • Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil

    6585960513 / 9786585960519

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    paperback. Por Britney , ensaio da escritora francesa Louise Chennevière , traduzido por Debora Fleck, examina como o entretenimento global construiu e destruiu figuras femininas sob os holofotes. Publicado em 2024, três anos após a libertação de Britney Spears da tutela paterna, o livro chega ao Brasil como reflexão sobre violência de gênero, saúde mental e exposição midiática . Entrelaçando a trajetória da pop star Britney Spears, a escritora canadense Nelly Arcan e sua própria experiência, Chennevière revela como a objetificação feminina e a lógica da cultura do espetáculo reduzem mulheres a imagens consumíveis, silenciando suas vozes e descartando-as quando não se encaixam nas expectativas da mídia ou da moral social. Partindo de uma fotografia da infância e de memórias pessoais, a autora constrói um fluxo de consciência que conecta cultura pop e crítica social, investigando como o mundo assistiu, em tempo real, à ascensão e à queda de Britney Spears. Ao articular episódios icônicos da cantora à trajetória de Nelly Arcan, Chennevière propõe uma reflexão sobre poder, vulnerabilidade e os efeitos devastadores da exposição midiática. Mais do que um livro sobre uma estrela pop, Por Britney é leitura indispensável para quem se interessa por cultura, feminismo e crítica social, oferecendo ferramentas para compreender como o sofrimento feminino é transformado em entretenimento.

  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2024

    658596005X / 9786585960052

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    Paperback. SOBRE O LIVRO O conto A revolta dos bichos , escrito por Mykola Kostomárov , em tradução inédita do russo por Diego Moschkovich, é o primeiro livro em formato pocket da editora. A obra foi publicada em 1917 na revista literária Niva , cerca de três décadas após a morte do autor, enquanto o Império Russo assistia às greves bolcheviques às vésperas da Revolução Russa. A narrativa traz animais de fazenda como os personagens, tendo como protagonistas o touro e o cavalo em uma disputa contra o servo Omelko, fazendo transparecer uma crítica ao autoritarismo. Apesar das semelhanças com A revolução dos bichos , de George Orwell, publicado apenas em 1945, as fronteiras linguísticas e geográficas entre as duas histórias parecem descartar, porém, a ideia de inspiração ou de plágio da parte de Orwell. Apesar da fama de Kostomárov era um dos historiadores mais famosos do Império Russo , o texto permaneceu por muito tempo em esquecimento , sendo reeditado só em 1991. É possível constatar que se trata de uma obra inacabada, dando abertura a diversas interpretações . Críticas ao comunismo, fascismo, czarismo, entre outros "ismos", todas se encaixam na alegoria proposta por Kostomárov: uma história universal e relevante que fomenta o debate contemporâneo sobre as estruturas do poder . O tradutor Diego Moschkovcich assina ainda um posfácio, onde discorre sobre a trajetória de Mykola Kostomárov e contextualiza sua obra, revelando como ela reflete o momento histórico e político da época na Rússia e na Ucrânia. - SINOPSE Em A revolta dos bichos , conto precursor de A revolução dos bichos (George Orwell), os protagonistas também são os animais de uma fazenda. O servo Omelko relata em uma carta o que ouviu de cada espécie animal sobre os maus-tratos que recebem em uma fazenda. Liderados pelo touro e pelo cavalo , os chamados agitadores , os bandos se unem e uma revolução começa a tomar forma - SOBRE O AUTOR Mykola Kostomárov nasceu em 1817 na "Pequena Rússia", atual Ucrânia. Célebre historiador do século XIX, defendia a ideia de que era necessário incluir os camponeses e as massas populares na história, tornando-se, ao longo do século XX, um dos especialistas mais renomados nas diferentes revoltas camponesas contra o poder imperial russo . Abraçou ideais românticos, como o retorno à natureza e ao mundo camponês como forma de rebelião ao czarismo, e era um grande questionador do pan-eslavismo (ideia de que todos os eslavos constituíam uma só comunidade espiritual e cultural e que deveriam ser governados, portanto, por único soberano).

  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2026

    6585960572 / 9786585960571

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    paperback. Livro O forno, de Kharità nov, Evguà ni. Editora: Editora Ercolano Ltda.

  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil

    658596053X / 9786585960533

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    paperback. Aquela que restou, romance de estreia da escritora búlgara Rene Karabash, à uma obra intensa que expõe as tensões entre identidade, tradição e liberdade. Traduzido do original búlgaro por Amà lia Bonfim e Rada Gankova, o livro já foi publicado em mais de doze idiomas, recebeu o Prêmio Elias Canetti de 2019 â" o mais prestigioso da Bulgária â" e à finalista do International Booker Prize de 2026, uma das premiações literárias mais importantes do mundo. A narrativa acompanha Bekia, que cresce tentando ocupar o lugar que o pai sempre imaginou para um filho homem, atà se deparar com o destino reservado Ãs mulheres de sua comunidade: o casamento arranjado. Para escapar, ela recorre a uma tradição radical dos Bálcãs e torna-se uma âvirgem juradaâ, passando a viver socialmente como um homem, assumindo direitos e responsabilidades masculinas. Ao fazer esse voto de castidade e se tornar Matia, desencadeia-se uma sucessão de acontecimentos irreversÃveis. Karabash constrà i um romance em que as lembranças e segredos do passado de Bekia se entrelaçam à sua vida adulta. Entre essas memà rias, o livro revela como estruturas patriarcais moldam e restringem as escolhas de mulheres, que são forçadas a criar estratà gias de sobrevivência dentro de sistemas que as oprimem. Em uma obra dolorosamente humana, Aquela que restou nos leva a refletir sobre o preço de se tornar quem se à e, acima de tudo, sobre o que permanece depois das escolhas mais difÃceis. âUma mulher na Albânia vale vinte bois, não olhe os homens nos olhos, não vá ao bar, cuide das crianças, lave, cozinhe, no máximo leve o leite à leiteria, matar Bekia foi a coisa mais sensata que eu poderia fazer.â Aquela que restou, p. 18.

  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2026

    6585960475 / 9786585960472

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    paperback. SOBRE O LIVRO Memorando: Maximin, de Ricardo Domeneck vencedor do Prêmio Jabuti e do Prêmio Alphonsus de Guimaraens em 2024, ambos na categoria "poesia" , marca o retorno do poeta ao universo lírico que o consagrou. A edição, escrita e publicada em um gesto de ampliação e atualização da obra Odes a Maximin (Garupa, 2018), apresenta-se como um verdadeiro tributo à vitalidade da poesia LGBTI+ contemporânea. O estilo de Domeneck organizador da antologia Homem com homem: poesia homoerótica brasileira no século XXI combina elementos narrativos marcantes, como a fusão do erotismo com humor e ironia, e utiliza uma linguagem simultaneamente clássica e anárquica. Um dos destaques é a prosa inédita que abre o volume e complementa os poemas para coroar uma narrativa confessional sobre a relação romântica do poeta com seu muso, o jovem e irreverente Maximin. Apesar do contexto homossexual, Memorando: Maximin aborda um tema universal, a paixão, apresentando-se como um dos livros mais intensos, sensuais e formalmente ousados do autor. No posfácio, o poeta, tradutor e professor Matheus Guménin Barreto, descreve a edição como "uma combustão da língua e do corpo": o fogo que arde nos poemas se alastra também pelas margens da prosa, revelando a maturidade de um poeta que construiu um "hábitat próprio" dentro da literatura gay e da literatura contemporânea. É uma edição que chega para renovar o campo poético brasileiro com franqueza, inteligência e uma delícia de excessos. - SINOPSE Em uma Berlim reinventada pela imaginação poética, surge o jovem Maximin, uma figura mítica e magnética com quem o poeta desenvolve uma relação repleta, simultaneamente, de paixão e interesse. Dos clubes noturnos gays à penumbra dos quartos, o leitor é convidado a descobrir esta figura sedutora, que atrai homens cheios de desejo para sua órbita. Dos jogos de sedução à consumação amorosa, Domeneck explora, tanto na prosa bem-humorada que abre o volume, como nas odes cheias de lirismo, um erotismo que transita entre o melodrama e a austeridade, sem jamais ser leviano um erotismo que recupera, subverte e ilumina uma forma de amor sui-generis: a das relações de interesse, tensão e fascínio entre o "velhote" e o "novinho". - SOBRE O AUTOR Ricardo Domeneck é poeta, performer e escritor, autor de mais de dez livros de poemas e contos. Em 2024, conquistou o Prêmio Jabuti e o Prêmio Alphonsus de Guimaraens de Poesia, da Biblioteca Nacional, com Cabeça de galinha no chão de cimento (Editora 34). Organizou a antologia Homem com homem: Poesia homoerótica brasileira no século XXI, publicada pela Ercolano. Vive e trabalha em Berlim, onde desenvolve pesquisa poética e performática reconhecida internacionalmente.

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    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil

    6585960386 / 9786585960380

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    paperback. SOBRE O LIVRO Quando a morte se aproxima,imaginaré a última saída. Esta é a premissa do romanceViver dentro do fogo, obra mais recente deAntoine Volodine um dos nomes mais importantes da literatura francesa contemporânea , e que chega ao Brasil com tradução assinada por Julia da Rosa Simões. Mais do que um romance sobre guerra,Viver dentro do fogoé umtributo à potência criativa do ser humano. A partir da cena de um soldado prestes a ser atingido por uma bomba de napalm, Volodine constrói um mosaico dememórias inventadase narrativas que desafiam a realidade: estepes ermas, clãs, banditismo, rituais xamânicos e figuras familiares fantásticas acompanham o protagonista na sua travessia entre a vida e a morte. Trata-se de uma explosão criativa que se torna um ato de insubmissão contra a finitude um manifesto pela criação, pois enquanto for possível criar, não estaremos inteiramente mortos. Entre o caos e o surrealismo, Volodine constrói uma obra em que humor, violência e beleza se fundem com maestria. Um romance ideal para leitores ávidos por distopias, relatos de um mundo já morto, metafísico e, sobretudo, histórias que mostram que, mesmo diante da morte,imaginar é o gesto mais radical. "E, bem, já que chegamos a esse ponto, melhor reagir. Afinal, para esse último estalo de agonia, em vez de assistir ao filme da minha vida, sequência apocalíptica que conheço de cor e que não vai me proporcionar nenhum prazer de descoberta, melhor compor um romance. Um pequeno romance gritado em ritmo acelerado, a toda velocidade. Às pressas. Era o que eu sabia fazer antes, não há motivo para que não consiga agora, ainda que as circunstâncias me impeçam de corrigir repetições e imperfeições. Viajar uma última vez. Dizer tudo, inventar tudo, não ceder ao desespero diante do indizível." Trecho deViver dentro do fogo - SINOPSE O que fazemos quando só nos resta um segundo de vida?EmViver dentro do fogo, esse instante se expande para conter mundos inteiros. Em meio a uma guerra, o soldado Sam vê uma bomba de napalm cair do céu. A morte avança sobre ele na forma de uma nuvem laranja incandescente. No tempo ínfimo que lhe resta, eleinventa históriaspara povoar seu próprio fim: parentes-bruxas que colecionam homúnculos, as exéquias de um avô, deixado nu à mercê dos urubus, encontros em cemitérios de automóveis transformados em espaço de aprendizado. Ali, no coração das chamas, a imaginação não apenas resiste:ela se torna a própria vida. - SOBRE O AUTOR Antoine Volodineé um dos autores que compõem a corrente literária chamada de"pós-exotismo". Com uma obra romanesca que soma aproximadamentecinquenta títulos, o autor francês mescla elementos fantásticos e políticos,rejeitando o realismoem prol de umrealismo mágico e de uma literatura engajada.

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    6585960386 / 9786585960380

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    paperback. SOBRE O LIVRO Quando a morte se aproxima,imaginarà a última saÃda. Esta à a premissa do romanceViver dentro do fogo, obra mais recente deAntoine Volodineâ" um dos nomes mais importantes da literatura francesa contemporânea â", e que chega ao Brasil com tradução assinada por Julia da Rosa Simões. Mais do que um romance sobre guerra,Viver dentro do fogoà umtributo à potência criativa do ser humano. A partir da cena de um soldado prestes a ser atingido por uma bomba de napalm, Volodine constrà i um mosaico dememà rias inventadase narrativas que desafiam a realidade: estepes ermas, clãs, banditismo, rituais xamânicos e figuras familiares fantásticas acompanham o protagonista na sua travessia entre a vida e a morte. Trata-se de uma explosão criativa que se torna um ato de insubmissão contra a finitude â" um manifesto pela criação, pois enquanto for possÃvel criar, não estaremos inteiramente mortos. Entre o caos e o surrealismo, Volodine constrà i uma obra em que humor, violência e beleza se fundem com maestria. Um romance ideal para leitores ávidos por distopias, relatos de um mundo já morto, metafÃsico e, sobretudo, histà rias que mostram que, mesmo diante da morte,imaginar à o gesto mais radical. âE, bem, já que chegamos a esse ponto, melhor reagir. Afinal, para esse último estalo de agonia, em vez de assistir ao filme da minha vida, sequência apocalÃptica que conheço de cor e que não vai me proporcionar nenhum prazer de descoberta, melhor compor um romance. Um pequeno romance gritado em ritmo acelerado, a toda velocidade. Ãs pressas. Era o que eu sabia fazer antes, não há motivo para que não consiga agora, ainda que as circunstâncias me impeçam de corrigir repetições e imperfeições. Viajar uma última vez. Dizer tudo, inventar tudo, não ceder ao desespero diante do indizÃvel.â Trecho deViver dentro do fogo - SINOPSE O que fazemos quando sà nos resta um segundo de vida?EmViver dentro do fogo, esse instante se expande para conter mundos inteiros. Em meio a uma guerra, o soldado Sam vê uma bomba de napalm cair do cà u. A morte avança sobre ele na forma de uma nuvem laranja incandescente. No tempo Ãnfimo que lhe resta, eleinventa histà riaspara povoar seu prà prio fim: parentes-bruxas que colecionam homúnculos, as exà quias de um avà , deixado nu à mercê dos urubus, encontros em cemità rios de automà veis transformados em espaço de aprendizado. Ali, no coração das chamas, a imaginação não apenas resiste:ela se torna a prà pria vida. - SOBRE O AUTOR Antoine Volodineà um dos autores que compõem a corrente literária chamada deâpà s-exotismoâ. Com uma obra romanesca que soma aproximadamentecinquenta tÃtulos, o autor francês mescla elementos fantásticos e polÃticos,rejeitando o realismoem prol de umrealismo mágico e de uma literatura engajada.

  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2024

    6585960114 / 9786585960113

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    paperback. SOBRE O LIVRO O primeiro volume de   Hugo de Carvalho Ramos Obras reunidas  apresenta o conjunto de contos intitulado  Tropas e boiadas  (1917), obra mais conhecida do autor goiano e a única publicada em vida. Trata-se de histórias que evocam aventuras e causos de um mundo agrícola bem anterior ao agronegócio brasileiro atual, sem cair, porém, no chavão regionalista da "cor local". De sua primeira publicação, a coletânea logo chamou a atenção de  grandes escritores brasileiros , como Monteiro Lobato (que viria a publicá-lo), Mário de Andrade e Guimarães Rosa. O volume reúne também uma série de  poesias  do autor, nas quais se percebe sua verve religiosa, quase mística, para além do catolicismo tradicional brasileiro. Tal produção é contextualizada por textos críticos do cineasta e pesquisador Lázaro Ribeiro, que retraça elementos biográficos do autor e os traz à luz; do poeta Ricardo Domeneck, em uma reflexão da obra poética do autor no contexto da poesia contemporânea; e da pesquisadora especialista na obra de Hugo, Albertina Vicentini, que estabelece paralelos inéditos entre o contexto sócio literário desses escritos com a atualidade. O livro compõe o box  Hugo de Carvalho Ramos Obras reunidas , o primeiro lançamento de literatura brasileira da editora, que se propõe a resgatar a figura pouco conhecida do escritor goiano, promovendo um novo olhar para sua obra tão diversa. - SINOPSE A coletânea  Tropas e boiadas  (1917) apresenta uma série de  contos  situados num mundo agrícola e interiorano do passado. Com recursos da oralidade, os textos do escritor remetem à arte de "contar causos", em narrativas encaixadas em meio a retratos e paisagens que evitam o clichê regionalista ou personagens planos. Para além da originalidade dos temas abordados, esses  contos-paisagens  recriam o léxico dos boiadeiros e trazem a estética do grotesco. O livro conta também com as  poesias  de Hugo, em cujos versos o autor recorre a um lirismo embebido de romantismo, já um pouco ultrapassado em sua época, e de elementos mais inovadores do simbolismo. Ao mesmo tempo, porém, é possível notar um escritor atento às vanguardas europeias que começavam a despontar no início do século XX. - SOBRE O AUTOR Hugo de Carvalho Ramos (1895-1921) nasceu em Goiás e é talvez uma das penas mais originais e desconhecidas da literatura brasileira. Desde a infância, o autor devorava tudo o que lhe caía nas mãos: referências clássicas da Antiguidade, grandes e pequenos nomes do romance europeu, além de lendas e mitos nórdicos e celtas bem como asiáticos. Unindo diversos mundos, mas privilegiando a realidade ora arcádica, ora brutal de seu cerrado natal, e recorrendo a um léxico ao mesmo tempo "caipira" e altamente erudito, Hugo soube representar com talento extraordinário as questões mais profundas e obscuras da alma humana a ponto de desafiar classificações. Nesse sentido, a obra de Hugo de Carvalho Ramos ultrapassa certo limbo do chamado pré-modernismo. Os múltiplos focos narrativos e a riqueza de detalhes tornam os textos ora algo semelhante a pinturas escritas, ora a ensaios. A produção bastante diversa de Hugo, que compreende contos, poesias, ensaios e cartas, revela que o escritor sorveu ao máximo as referências da literatura internacional sem deixar de contemplar o cerne do Brasil e sua realidade agrária através de um viés psicológico refinado, evitando o clichê do regionalismo naturalista. Vivia entre Goiás e Rio de Janeiro, onde se formou advogado, e era um jovem deprimido, supostamente homossexual e que costumava queimar alguns de seus manuscritos. Apesar disso, deixou uma série de textos que, permeados por uma estranheza perdida em algum lugar entre o anti-herói romanesco e os habitantes de "Goyaz", entre o saci e o  Werther  de Goethe, tornaram-se influência para outros grandes brasileiros, como Guimarães Rosa e Mário de Andrade e que merecem ser trazidos de volta à luz.

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    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil

    6585960394 / 9786585960397

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    paperback. SOBRE O LIVRO Em 25 anos de trajetória, a Cia. da Revista lançou 22 espetáculos e dois shows, passou por duas sedes e teve diversas formações artísticas. Não só: o grupo teatral paulistano foi um dos responsáveis por revitalizar o teatro de revista, que embora tenha sido o gênero mais popular do Brasil décadas atrás, há tempos vinha sendo marginalizado pela crítica e pela academia. É essa história que o livro Cia. da Revista 25 anos se propõe a contar. Escrita pelo ator, diretor, pesquisador e integrante da companhia João Victor Silva, a obra revisita as quase três décadas de carreira do grupo, desde sua fundação em 1997 pelo ator, diretor, cenógrafo e figurinista Kleber Montanheiro ao lançamento do musical João, em junho de 2025. De forma leve e envolvente, a jornada é narrada de forma cronológica, quadro a quadro, passando por cada espetáculo da companhia, entre eles A cor de Rosa, Kabarett, Ópera do malandro e Tatuagem. A narrativa entrelaça a história da Cia. da Revista à história do próprio teatro brasileiro e, entre uma série de fotografias, recortes de jornal e letras de músicas, destaca os desafios enfrentados pelos artistas da cena no país. Apesar de todos os entraves, a Cia. da Revista emergiu como força resistente e fez história ao combinar o teatro de revista a uma postura irreverente e um olhar crítico sobre a contemporaneidade. A consagrada pesquisadora Neyde Veneziano, também madrinha da companhia, assina o prefácio, em que relembra o primeiro encontro com Montanheiro e a potencialidade que a Cia. da Revista exalava já nos primeiros anos de percurso: "Muito além da fala, do canto e das antigas e ingênuas coreografias, esse teatro, proposto pelos jovens da Cia. da Revista, desmontaria sólidas regras e seguiria ao encontro de novas e modernas formas de expressão popular". Cia. da Revista 25 anos parte de uma pesquisa que não apenas constitui um registro histórico, mas também uma importante contribuição para os estudos sobre o teatro de revista na contemporaneidade. Trata-se de uma verdadeira celebração àqueles que nunca deixaram de acreditar no teatro brasileiro, em todas as suas formas. - SINOPSE Cia. da Revista 25 anos narra a trajetória do grupo de teatro de revista paulistano fundado em 1997, pelo ator, diretor, cenógrafo, figurinista e iluminador Kleber Montanheiro. A partir da cronologia dos 22 espetáculos lançados pela companhia de A cor da Rosa (1995) a João (2025) , a história relembra momentos como a primeira festa de arrecadação de recursos, a chegada dos grandes musicais à la Broadway no país, a vivência nas duas casa onde o grupo se estabeleceu incluindo a reforma que os próprios integrantes realizaram na antiga funilaria que se tornaria a sede atual , as estratégias de sobrevivência durante a pandemia de covid-19 e a retomada pós isolamento, com o lançamento da trilogia Conexão São Paulo-Pernambuco, que incluiu o estrondoso Tatuagem (2022). O livro destaca a revitalização do teatro de revista empreendida pela Cia. da Revista e o constante entrelaçamento das temáticas abordadas nos espetáculos aos acontecimentos da realidade brasileira, além de contextualizar a atuação do grupo na história do teatro no país, destacando os desafios vividos pelos artistas da cena. - SOBRE O AUTOR João Victor Silva nasceu em São Paulo, em 1996. É bacharel, mestre e doutorando em letras pela Universidade de São Paulo, onde pesquisa as relações entre o teatro musical estadunidense e o teatro de revista brasileiro. É ator e diretor e integra a Cia. da Revista desde 2021.

  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil

    6585960394 / 9786585960397

    • Softcover

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    paperback. SOBRE O LIVRO Em 25 anos de trajetà ria, a Cia. da Revista lançou 22 espetáculos e dois shows, passou por duas sedes e teve diversas formações artÃsticas. Não sà : o grupo teatral paulistano foi um dos responsáveis por revitalizar o teatro de revista, que embora tenha sido o gênero mais popular do Brasil dà cadas atrás, há tempos vinha sendo marginalizado pela crÃtica e pela academia. à essa histà ria que o livro Cia. da Revista â" 25 anos se propõe a contar. Escrita pelo ator, diretor, pesquisador e integrante da companhia João Victor Silva, a obra revisita as quase três dà cadas de carreira do grupo, desde sua fundação em 1997 pelo ator, diretor, cenà grafo e figurinista Kleber Montanheiro ao lançamento do musical João, em junho de 2025. De forma leve e envolvente, a jornada à narrada de forma cronolà gica, quadro a quadro, passando por cada espetáculo da companhia, entre eles A cor de Rosa, Kabarett, Ã"pera do malandro e Tatuagem. A narrativa entrelaça a histà ria da Cia. da Revista à histà ria do prà prio teatro brasileiro e, entre uma sà rie de fotografias, recortes de jornal e letras de músicas, destaca os desafios enfrentados pelos artistas da cena no paÃs. Apesar de todos os entraves, a Cia. da Revista emergiu como força resistente e fez histà ria ao combinar o teatro de revista a uma postura irreverente e um olhar crÃtico sobre a contemporaneidade. A consagrada pesquisadora Neyde Veneziano, tambà m madrinha da companhia, assina o prefácio, em que relembra o primeiro encontro com Montanheiro e a potencialidade que a Cia. da Revista exalava já nos primeiros anos de percurso: âMuito alà m da fala, do canto e das antigas e ingênuas coreografias, esse teatro, proposto pelos jovens da Cia. da Revista, desmontaria sà lidas regras e seguiria ao encontro de novas e modernas formas de expressão popularâ. Cia. da Revista â" 25 anos parte de uma pesquisa que não apenas constitui um registro histà rico, mas tambà m uma importante contribuição para os estudos sobre o teatro de revista na contemporaneidade. Trata-se de uma verdadeira celebração Ãqueles que nunca deixaram de acreditar no teatro brasileiro, em todas as suas formas. - SINOPSE Cia. da Revista â" 25 anos narra a trajetà ria do grupo de teatro de revista paulistano fundado em 1997, pelo ator, diretor, cenà grafo, figurinista e iluminador Kleber Montanheiro. A partir da cronologia dos 22 espetáculos lançados pela companhia â" de A cor da Rosa (1995) a João (2025) â", a histà ria relembra momentos como a primeira festa de arrecadação de recursos, a chegada dos grandes musicais à la Broadway no paÃs, a vivência nas duas casa onde o grupo se estabeleceu â" incluindo a reforma que os prà prios integrantes realizaram na antiga funilaria que se tornaria a sede atual â", as estratà gias de sobrevivência durante a pandemia de covid-19 e a retomada pà s isolamento, com o lançamento da trilogia Conexão São Paulo-Pernambuco, que incluiu o estrondoso Tatuagem (2022). O livro destaca a revitalização do teatro de revista empreendida pela Cia. da Revista e o constante entrelaçamento das temáticas abordadas nos espetáculos aos acontecimentos da realidade brasileira, alà m de contextualizar a atuação do grupo na histà ria do teatro no paÃs, destacando os desafios vividos pelos artistas da cena. - SOBRE O AUTOR João Victor Silva nasceu em São Paulo, em 1996. à bacharel, mestre e doutorando em letras pela Universidade de São Paulo, onde pesquisa as relações entre o teatro musical estadunidense e o teatro de revista brasileiro. àator e diretor e integra a Cia. da Revista desde 2021.

  • Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil

    6585960122 / 9786585960120

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    paperback. SOBRE O LIVRO O box  Hugo de Carvalho Ramos Obras reunidas , composto de dois volumes, resgata a totalidade dos textos do escritor goiano, escritos que sobreviveram aos ímpetos (auto)destrutivos de um jovem supostamente homossexual, acometido pela depressão. Nestes dois livros, todas as facetas da obra de Hugo foram novamente reunidas pela primeira vez desde as edições das  Obras completas de Hugo de Carvalho Ramos , publicadas em 1950 pela Editora Panorama e compiladas pelo irmão, Victor de Carvalho Ramos. O primeiro volume contém  Tropas e boiadas  (1917), sua obra mais conhecida e a única publicada em vida. Trata-se de contos que evocam aventuras e causos de um mundo agrícola bem anterior ao agronegócio brasileiro atual, sem cair, porém, no chavão regionalista da "cor local". De sua primeira publicação,  Tropas e boiadas  logo chamou a atenção de grandes escritores brasileiros, como Monteiro Lobato (que viria a publicá-lo), Mário de Andrade e Guimarães Rosa. O volume também reúne a poesia do autor, na qual se percebe sua verve religiosa, quase mística, para além do catolicismo tradicional brasileiro. Outros escritos de Hugo, há muito relegados ao esquecimento e que não gozaram da mesma fama de  Tropas e Boiadas , estão reunidos no segundo volume do box. Textos aqui nomeados  Escritos esparsos  desafiam as definições pré-estabelecidas de gêneros literários e revelam uma verve espiritual, histórico-literária e intimista de Hugo. O volume traz também artigos do escritor, nos quais o goiano demonstra sua habilidade ensaística ao discorrer sobre temas diversos como os meios de produção agrícola e o futebol, além de sua correspondência carregada de dilemas existenciais. - SINOPSE Hugo de Carvalho Ramos   Obras reunidas  (vol. 1):  Tropas e Boiadas / Poesias O volume apresenta a obra mais conhecida de Hugo de Carvalho Ramos, a coletânea de contos  Tropas e boiadas  (1917), que chegou a ser publicada por Monteiro Lobato. Com recursos da oralidade, os contos do escritor remetem à arte de narrar, em histórias encaixadas em meio a retratos e paisagens que fogem do clichê regionalista ou de personagens planos. Para além da originalidade dos temas abordados, esses contos-paisagens recriam o léxico dos boiadeiros e trazem a estética do grotesco. O livro conta também com as poesias de Hugo, em cujos versos o autor recorre a um lirismo embebido de romantismo, já um pouco ultrapassado em sua época, e de elementos mais inovadores do simbolismo. Ao mesmo tempo, porém, é possível notar um escritor atento às vanguardas europeias que começavam a despontar no início do século XX. A obra é complementada por texto críticos do cineasta e pesquisador Lázaro Ribeiro, que retraça elementos biográficos do autor e os traz à luz; do poeta Ricardo Domeneck, em uma reflexão da obra poética do autor no contexto da poesia contemporânea; e da pesquisadora especialista na obra de Hugo, Albertina Vicentini, que estabelece paralelos inéditos entre o contexto sócio literário desses escritos com a atualidade. Hugo de Carvalho Ramos   Obras reunidas  (vol. 2):  Escritos esparsos / Artigos / Correspondências Os  Escritos esparsos  de Hugo abrem o segundo volume do box. Antes batizados de  Plangências  por seu irmão Victor, esses textos só foram publicados em 1950, quase trinta anos após a morte do escritor, pela Editora Panorama .  Em um texto crítico, o professor Antón Corbacho trata com perspicácia dessa produção, abordando-a sob o ponto de vista não apenas literário, mas também político, das edições anteriores. Os escritos são complementados por artigos, nos quais o goiano aborda uma série de temas, entre eles humor, produção agrícola, futebol e literatura, e por suas correspondências, que revelam uma série de questões existenciais (não aceitação da própria orientação sexual?), demonstrando assim uma personalidade tão hiper-sensível e frágil quanto artística, unindo o que a tradição europeia e o mundo caipira têm de mais profundo. O volume conta ainda com texto inédito de Rogério Santana, que apresenta elucidações importantes da obra de Hugo como um todo, com enfoque especial na produção jornalística e na correspondência do autor, aspectos menos estudados pela crítica. - SOBRE O AUTOR Hugo de Carvalho Ramos (1895-1921) nasceu em Goiás e é talvez uma das penas mais originais e desconhecidas da literatura brasileira. Desde a infância, o autor devorava tudo o que lhe caía nas mãos: referências clássicas da Antiguidade, grandes e pequenos nomes do romance europeu, além de lendas e mitos nórdicos e celtas bem como asiáticos. Unindo diversos mundos, mas privilegiando a realidade ora arcádica, ora brutal de seu cerrado natal, e recorrendo a um léxico ao mesmo tempo "caipira" e altamente erudito, Hugo soube representar com talento extraordinário as questões mais profundas e obscuras da alma humana a ponto de desafiar classificações. Nesse sentido, a obra de Hugo de Carvalho Ramos ultrapassa certo limbo do chamado pré-modernismo. Os múltiplos focos narrativos e a riqueza de detalhes tornam os textos ora algo semelhante a pinturas escritas, ora a ensaios. A produção bastante diversa de Hugo, que compreende contos, poesias, ensaios e cartas, revela que o escritor sorveu ao máximo as referências da literatura internacional sem deixar de contemplar o cerne do Brasil e sua realidade agrária através de um viés psicológico refinado, evitando o clichê do regionalismo naturalista. Vivia entre Goiás e Rio de Janeiro, onde se formou advogado, e era um jovem deprimido, supostamente homossexual e que costumava queimar alguns de seus manuscritos. Apesar disso, deixou uma série de textos que, permeados por uma estranheza perdida em algum lugar entre o anti-herói romanesco e os habitantes de "Goyaz", entre o saci e o  Werther  de Goethe, tornaram-se influência para outros grandes brasileiros, como Guimarães Rosa e Mário de Andrade e que merecem ser trazidos de volta à luz.

  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2024

    6585960130 / 9786585960137

    • Softcover

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    paperback. SOBRE O LIVRO O segundo volume de   Hugo de Carvalho Ramos Obras reunidas  enfoca os textos de Hugo que foram relegados ao esquecimento e, injustamente, não gozaram da mesma fama que a coletânea de contos  Tropas e boiadas .  Entre esses textos, estão os  Escritos esparsos , que desafiam definições pré-estabelecidas de gêneros literários e revelam a verve espiritual, histórico-literária e intimista do autor. Tal produção é aprofundada e investigada a partir de diferentes pontos de vista no texto crítico de Antón Corbacho. Há, ainda, uma série de  artigos  nos quais o escritor demonstra sua habilidade ensaística ao discorrer sobre temas como os meios de produção agrícola e o futebol. Por fim, o leitor poderá ainda ter contato com a  correspondência  de Hugo, carregada de dilemas existenciais. O volume conta também com texto de Rogério Santana, que traz elucidações importantes da obra de Hugo como um todo, com enfoque especial na produção jornalística e na correspondência do autor, aspectos menos estudados pela crítica. O livro compõe o box  Hugo de Carvalho Ramos Obras reunidas , o primeiro lançamento de literatura brasileira da editora, que se propõe a resgatar a figura pouco conhecida do escritor goiano, promovendo um novo olhar para sua obra tão diversa. - SINOPSE Antes batizados de  Plangências  pelo irmão de Hugo, os  Escritos esparsos  foram publicados uma única vez, quase trinta anos após a morte do escritor, em 1950, pela Editora Panorama .  Em um texto crítico complementar, o professor Antón Corbacho aborda com perspicácia essa produção variada, analisando-a não apenas do ponto de vista literário, mas também considerando suas implicações políticas das edições anteriores. Os escritos são complementados por  artigos , nos quais o escritor goiano aborda uma série de temas como a produção agrícola, o futebol e a literatura, e por suas  correspondências , que revelam uma série de questões existenciais (não aceitação da própria orientação sexual?), demonstrando assim uma personalidade tão hiper-sensível e frágil quanto artística, unindo o que a tradição europeia e o mundo caipira têm de mais profundo. O volume conta ainda com texto inédito do professor Rogério Santana, que enfoca a obra de Hugo sob o viés da atualidade. - SOBRE O AUTOR Hugo de Carvalho Ramos (1895-1921) nasceu em Goiás e é talvez uma das penas mais originais e desconhecidas da literatura brasileira. Desde a infância, o autor devorava tudo o que lhe caía nas mãos: referências clássicas da Antiguidade, grandes e pequenos nomes do romance europeu, além de lendas e mitos nórdicos e celtas bem como asiáticos. Unindo diversos mundos, mas privilegiando a realidade ora arcádica, ora brutal de seu cerrado natal, e recorrendo a um léxico ao mesmo tempo "caipira" e altamente erudito, Hugo soube representar com talento extraordinário as questões mais profundas e obscuras da alma humana a ponto de desafiar classificações. Nesse sentido, a obra de Hugo de Carvalho Ramos ultrapassa certo limbo do chamado pré-modernismo. Os múltiplos focos narrativos e a riqueza de detalhes tornam os textos ora algo semelhante a pinturas escritas, ora a ensaios. A produção bastante diversa de Hugo, que compreende contos, poesias, ensaios e cartas, revela que o escritor sorveu ao máximo as referências da literatura internacional sem deixar de contemplar o cerne do Brasil e sua realidade agrária através de um viés psicológico refinado, evitando o clichê do regionalismo naturalista. Vivia entre Goiás e Rio de Janeiro, onde se formou advogado, e era um jovem deprimido, supostamente homossexual e que costumava queimar alguns de seus manuscritos. Apesar disso, deixou uma série de textos que, permeados por uma estranheza perdida em algum lugar entre o anti-herói romanesco e os habitantes de "Goyaz", entre o saci e o  Werther  de Goethe, tornaram-se influência para outros grandes brasileiros, como Guimarães Rosa e Mário de Andrade e que merecem ser trazidos de volta à luz.

  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2026

    6585960483 / 9786585960489

    • Softcover

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    paperback. SOBRE O LIVRO A Condessa Ensanguentada, romance histórico escrito pela francesa Valentine Penrose e traduzido por Flávia Falleiros, recria a vida da nobre húngara do século XVI, Erzsébet Báthory, cuja existência e feitos macabros compõem o imaginário do horror ocidental. Assim como Vlad Tepes o Drácula histórico a biografia de Erzsébet transcende o tempo, transformando-se em matéria-prima para diversas narrativas ficcionais. Publicada originalmente em 1962, a obra tem como ponto de partida documentos reais sobre a condessa Erzsébet Báthory e outros relatos sobre seus crimes. A nobre, que pertencia a uma das famílias mais poderosas da Hungria, foi acusada de torturar e matar dezenas possivelmente centenas de jovens servas, culminando em processos judiciais e a uma lenda que perdura até hoje. Ao longo dos séculos, sua figura passou a navegar entre a documentação histórica e o mito, tornando-se um dos principais arquétipos do horror europeu. Leitura de especial interesse para fãs de literatura de horror, o romance de Valentine Penrose apresenta um diálogo com o romance gótico, que conduz o leitor com maestria no caminho entre inventividade e narrativa histórica. Na edição, Flávia Falleiros assina também a apresentação da obra, contextualizando a trajetória da autora e sua obra. A orelha é de autoria da crítica literária Eliane Robert de Moraes, que afirma: "Penrose constrói um romance que se recusa a tratar o mal como exceção ou anomalia. Em vez disso, destrincha suas raízes profundas na cultura, na história e no inconsciente europeu." "Erzsébet, com suas mangas de linho branco dobradas, os braços vermelhos de sangue, grandes manchas em seu vestido, gritava e ria como uma louca, corria até a porta secreta e voltava, galopava ao longo das paredes, com os olhos fixos em sua presa." A Condessa Ensanguentada, p. 238 SINOPSE A Condessa Ensanguentada conta a história de Erzsébet Báthory (15601614), aristocrata poderosa nascida na Hungria feudal e pertencente a uma das mais antigas famílias magiares. Protagonista de uma das lendas mais macabras do leste europeu, a condessa se destacou tanto por sua beleza como por sua crueldade. Embora não existam provas cabais que comprovem seus crimes, há uma série de documentos sobre seu julgamento, materiais que serviram de base para a narrativa desenvolvida por Valentine Penrose. Segundo a história, Erzsébet, obcecada pela ideia de preservar sua beleza, atraía jovens servas para seu castelo nos Cárpatos e, com a ajuda de suas assistentes, as submetia a torturas e experimentos sinistros. Estima-se que, no silêncio do seu covil, mais de 600 jovens foram assassinadas. Por fim, após suas mortes, a condessa se banhava no sangue dessas moças para assim alcançar a juventude eterna. Quando a ausência de certas moças da nobreza começa a ser observada e alguns corpos são encontrados, as suspeitas começam a recair sobre Erzsébet. Mais do que uma reconstituição factual, A Condessa Ensanguentada é um romance histórico envolvente, no qual Penrose mescla imaginação e experimentação poética para expor um universo dominado por talismãs, demônios, astrologia e rituais ancestrais. SOBRE A AUTORA Valentine Penrose (18981978) foi escritora, poeta e artista francesa ligada ao movimento surrealista. Participou do grupo de Paris a partir dos anos 1920, mantendo diálogo intelectual com André Breton e Georges Bataille. Única mulher associada oficialmente a essa corrente artística, integrou uma geração de autoras como Joyce Mansour, Unica Zürn e Anaïs Nin, que marcaram a literatura do século XX.

  • Sprache: Portugiesisch

    Verlag: Editora Ercolano Ltda, Brasil, 2024

    6585960092 / 9786585960090

    • Hardcover

    Anbieter: Livraria Ingá, Niterói, RJ, BrasilienLivraria Ingá

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    Hardcover. SOBRE O LIVRO Lord Lyllian: missas negras é um romance polêmico, repleto de excessos e deboches e permeado pelo esteticismo decadentista . O texto apresenta diversos personagens que narram, entre uma farra e outra, histórias encaixadas em diálogos cativantes, com sagacidade e ironia, conferindo dinâmica à narrativa. Os diversos episódios compõem 23 capítulos, narrados de maneira não cronológica, e fazem alusões aos escândalos vividos por Oscar Wilde (espelhado no personagem Harold Skilde, neste romance de chaves) e pelo próprio Fersen, além das referências ao polêmico imperador romano Heliogábalo (203-222). Na obra, os personagens podem ser facilmente identificados com pessoas reais que transitam entre o próprio meio aristocrático de origem, ocioso e artificial, e os bas-fonds do crime e da prostituição. O conjunto é representado por meio de tiradas irônicas, jogos de linguagem, em codificações de palavras e de gênero. O cenário é composto por locais como Paris, Veneza, Londres, Escócia e Malta, descrito com a potência visual de cenas cinematográficas. É nesse extenso espaço geográfico que o enredo se desenvolve, e no qual o autor, a partir das experiências do lorde Renold Lyllian, mergulha em uma série de temas polêmicos do universo LGBTI+, abordando sobretudo a questão moral e legal. Publicada em 1905, Lord Lyllian é a obra mais conhecida do romancista e poeta gay francês Jacques d' Adelswärd-Fersen (1880-1923). O livro é a primeira tradução do romance para o português, feita por Régis Mikail. A edição conta com uma apresentação assinada pelo tradutor, posfácio de Jean de Palacio, professor emérito da universidade Paris-Sorbonne e especialista em literatura decadentista, além das ilustrações do inconfundível artista inglês Aubrey Beardsley (1872-1898), as quais evocam um erotismo que dialoga com o universo da obra. Lord Lyllian é o segundo romance de Fersen publicado pela Ercolano (o primeiro foi O Beijo de Narciso , em outubro de 2023). Lord Lyllian possui uma narrativa mais próxima da autoficção que da autobiografia, o leitor reconhecerá as experiências do próprio autor. Ao percorrer as páginas, o leitor é convidado a olhar através da fechadura, a se deliciar com as ironias dirigidas aos hipócritas que Fersen considera como palafréns de uma moral burguesa que acusa terceiros dos crimes que ela própria comete. A leitura oscila entre o terror e o maravilhamento, entre o asco e a sedução diante desta obra prima do decadentismo, tão problemática quanto obscura. - SINOPSE Na trama de Lord Lyllian: missas negras , o abusador e o abusado desempenham um papel central. O lorde escocês Renold Lyllian , jovem dotado de um charme estranho e perturbador, capaz de cativar homens e mulheres é o protagonista do romance. Precocemente órfão, sem parentes ou amigos, seus pais bem como seus antepassados o assombram como fantasmas. No ambiente melancólico e tedioso do castelo familiar, o garoto de quinze anos conhecerá o genial e polêmico escritor Harold Skilde . Após o encontro marcante, Skilde se torna uma espécie de amigo, preceptor, companheiro de viagem e, futuramente, amante para o garoto, através de uma relação abusiva. Juntos, ambos se entregam a prazeres estéticos e embarcam numa viagem para a Grécia, sedentos de arte e de vida, de fantasia e de realidade. A extravagância e a genialidade de Skilde, que, de sua glória decai até as ruínas, marcam a vida sexual de Lyllian, tão variada quanto fluida, uma vez que o jovem se interessa por pessoas do sexo masculino e feminino. Trata-se de um romance que evoca intimamente as experiências e polêmicas da vida do próprio Fersen; uma imersão nas polêmicas do universo LGBTI+ . A partir disso, Lord Lyllian apresenta uma reflexão sobre a disseminação de inverdades, fofocas e (pré-)julgamentos, permitindo que o leitor trace paralelos com os tempos da pós-verdade da atualidade. - SOBRE O AUTOR Jacques d'Adelswärd-Fersen (Paris, 1880 Capri, 1923) nasceu em uma família cujas origens remetem à aristocracia e à burguesia. Sua obra poética e ficcional reflete a tensão de seus desejos homossexuais, criminalizados na época em que escrevia. Fersen também fundou a primeira revista homossexual francesa, a Akademos . Tanto sua vida quanto seus escritos são permeados pelo espírito decadente fin de siècle e pelo movimento esteticista . Na vida real, Fersen foi processado por atentado à moral e aos bons costumes. Após o escândalo, suas condições financeiras possibilitaram seu exílio em Capri, onde construiu a mítica Villa Lysis (que existe até hoje), uma espécie de concretização da sonhada "tebaida refinada" que o personagem Des Esseintes, do romance Às avessas , de J.-K. Huysmans, anunciara. Aos vinte e quatro anos, Fersen conheceu o belo jovem romano Nino Cesarini e propôs à família humilde do garoto que este partisse com ele para Capri e se tornasse seu secretário. Segundo os relatos da época, aliás, havia rixas entre homens e mulheres que disputavam entre si o amor de Nino. Em virtude de seus traumas, completamente entregue ao ópio e incapaz de encarar a velhice, Fersen se suicida aos 42 anos, misturando numa taça uma dose de cocaína com champagne.